Actualmente, a maioria dos lubrificantes é feita com o chamado "óleo base", acrescido com aditivos para melhorar o desempenho em cada uso em particular. A procura mundial por esses aditivos está na ordem das centenas de milhões de toneladas anuais.
Bioaditivos
Foi anunciado, por uma equipa de investigadores do Serviço de Investigação Agrícola dos Estados Unidos, um método de produção desses aditivos independente dos derivados de petróleo.
Os novos bioaditivos são adequados para uso na formulação de graxas, óleos de motor e fluidos hidráulicos, de transmissão e para perfuração, segundo Sevim Erhan, coordenadora da investigação.
Os aditivos renováveis podem ser produzidos a partir das moléculas de gordura - triglicéridos - presentes em óleos naturais de soja, milho ou canola, além de óleos extraídos de outras variedades vegetais menos conhecidas.
Os bioaditivos são totalmente biodegradáveis, facilitando o seu descarte pós-uso, podendo também ser utilizados tanto em lubrificantes tradicionais, à base de petróleo, como em lubrificantes de origem vegetal.
Os aditivos correspondem a todos os critérios padrão exigidos dos aditivos, incluindo as capacidades anti-fricção, anti-desgaste, viscosidade, liquidez, ponto de inflamação elevado e estabilidade sob temperaturas extremas.
Em ensaios de laboratório de pequena escala, feitos para avaliar o desgaste e o atrito mediante o uso dos bioaditivos, os pesquisadores verificaram que sua formulação à base de plantas tem desempenho igual ou superior aos aditivos à base de petróleo disponíveis comercialmente.