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Investigadores da UP descobrem potencialidades da vinca no tratamento do Alzheimer


Colocada por Cátia Monteiro em Sex Mar 05, 2010 12:47

 

Investigadores da Universidade do Porto (UP) descobriram que a planta vinca, vulgarmente conhecida por "alegria" contém uma substância denominada por serpentina, que poderá revelar-se como um agente importante no tratamento da doença de Alzheimer.

A vinca, originária do Madagáscar, era já “conhecida pelos seus compostos anti-carcinogénicos”, explicou a investigadora Patrícia Valentão, admitindo que, para se obterem essas substâncias, geram-se “muitos desperdícios”. Isto porque são necessárias toneladas de partes aéreas da planta (flores, folhas e caule) para se extraírem alguns miligramas de substâncias úteis, o que acarreta elevados custos e complexidade ao processo de cultivo e extracção das substâncias medicinais da vinca.

Neste projecto liderado por Paula Andrade (do laboratório associado REQUIMTE) e por Mariana Sottomayor (do Instituto de Biologia e Medicina Celular / Instituto de Engenharia Biomédica), os investigadores deram especial relevo às raízes da vinca. “Esta planta é conhecida pelos compostos que tem nas folhas, pelo que temos vindo a segui-la, mas decidimos experimentar as potencialidades das raízes”, frisou Patrícia Valentão.

Os investigadores descobriram que a raiz da planta contém um conjunto de compostos com actividade no sistema nervoso e com grande interesse farmacológico.

Os investigadores isolaram e testaram estes compostos, que actuaram em vários receptores do sistema nervoso central e periférico, e destacaram a serpentina, que possui uma enorme afinidade e selectividade para um dos principais alvos no tratamento da doença de Alzheimer.

Patrícia Valentão destacou que “este estudo básico revelou uma actividade promissora”, pelo que, ainda que seja necessária mais investigação, o aproveitamento desta planta poderá revelar-se útil no tratamento do Alzheimer, assim como de outras doenças.

 

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