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Novo biochip usado na determinação do tipo e gravidade de cancro


Colocada por Vânia Tavares em Ter Out 27, 2009 20:13

 

Foi desenvolvido um novo dispositivo, um biochip, que é capaz de detectar o tipo e a gravidade de cancro que afecta o doente, permitindo desta forma que a doença seja detectada mais cedo e que o tratamento possa ser mais precoce. Este dispositivo foi descoberto por cientistas da Universidade de Toronto (Canadá).


(DNA biochip, artwork || LAGUNA DESIGN / SCIENCE PHOTO LIBRARY)

O biochip é construído com nanomateriais e é capaz de detectar biomarcadores que indicam a presença de cancro a nível celular. Mesmo que as biomoléculas (genes que indicam formas agressivas ou benignas de um carcinoma que são específicos de determinado tipo de cancro) existam em número muito baixo, o biochip consegue identificá-las.

Até então, os aparelhos existentes para avaliar a existência de biomoléculas eram grandes e os resultados não ficavam prontos imediatamente; com este dispositivo (do tamanho de um polegar) faz-se a análise em meia hora e o equipamento necessário não é maior que um telemóvel.

Em vez dos tradicionais sensores metálicos (que não conseguiam identificar os marcadores de cada subtipo de cancro), os cientistas utilizaram nanofios que colocaram no interior do biochip. O aparelho mostrou ser capaz de analisar apenas 10 nanogramas de mRNA colhidos por biopsia. O resultado foi obtido em menos de uma hora e identificou correctamente as fusões genéticas relacionas com o cancro agressivo da próstata, diferenciando dos genes relacionados com o cancro de baixa progressão, menos agressivo.

No interior do biochip encontram-se vários eléctrodos, que permitem a leitura imediata dos resultados, na forma de uma tensão eléctrica. Podem ser analisados, quer extractos celulares quer amostras de tecido obtidos por biopsia.

Por enquanto, este modelo está a ser testado em tumores da prostata, cabeça e pescoço. Futuramente, espera-se que seja possível identificar outros tipos de cancro, mais também doenças infecciosas (como a SIDA ou a gripe A).

Os testes deverão continuar, conferindo-se os resultados do biochip com os resultados dos exames tradicionais. Contudo, ainda não se sabe quando o novo dispositivo estará disponível para exames em larga escala.

 

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